RELAÇÕES PÚBLICAS
RELAÇÕES PÚBLICAS
NOME: RENATA DE CARVALHO COSTA
CURSO: RELAÇÕES PÚBLICAS
FACULDADE: FUNDAÇÃO CÁSPER LÍBERO (SP)
FORMADO OU CURSANDO:
INICIAÇÃO CIENTÍFICA: SIM ( ) NÃO ( X )
ESTÁGIOS (CURRICULARES, EXTRACURRICULARES E VOLUNTÁRIOS):
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Estágio Dow Brasil: departamento de Public Affairs (de ago/2009 a jul/2010)
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Estágio Grupo Camargo Corrêa: departamento de Relações Institucionais (de set/2010 a dez/2011)
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Especialização em Marketing na University of California Irvine – USA – (de jan/2012 a abr/2012)
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Estágio St. John Knits (Irvine, USA): departamento de Marketing Analytics (de fev/2012 a jun/2012)
TRAJETÓRIA PROFISSIONAL:
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Estágio Dow Brasil: departamento de Public Affairs (de ago/2009 a jul/2010)
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Estágio Grupo Camargo Corrêa: departamento de Relações Institucionais (de set/2010 a dez/2011)
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Atualmente trainee da empresa Heineken
QUESTÕES GERAIS:
1-) Como foi o seu processo de escolha por este curso de graduação? Você teve receio de fazer a escolha errada? Como superou esse medo e fez a sua opção? Em que momento esteve certo de que fez a escolha certa?
Desde a 8ª série eu já tinha decidido que faria Relações Públicas. Eu sempre fui muito comunicativa e, por isso, sabia que trabalharia em alguma das áreas de comunicação. No começo fiquei em dúvida entre RP e jornalismo, mas conversando com pessoas que cursaram RP e lendo sobre a profissão achei que essa seria a melhor escolha para a minha carreira. Tive certeza absoluta disso no 2º colegial e até o vestibular não hesitei.
2-) Quando você tomou a sua decisão, qual foi a reação da sua família, amigos ou professores? Eles demonstraram apoio ou não? Você se sentiu influenciado no momento da escolha? Por quê?
A reação no começo não foi das melhores, por dois motivos. 1) RP era uma profissão bastante nova e pouco popular no Brasil 2) além de RP eu queria fazer na Cásper Líbero, uma faculdade particular. Meu pai insistiu bastante que eu fizesse USP, por acreditar no nome de uma universidade pública. Mas meu irmão pesquisou sobre a profissão e sobre a Cásper e me ajudou a convencê-lo que era uma boa escolha. Em momento nenhum mudei de ideia. Sabia que no final das contas ele ia perceber que eu tinha bons motivos para escolher essa profissão e essa faculdade. Acho que essa certeza veio após muita pesquisa sobre a área e sobre a Cásper.
3-) No momento da sua escolha profissional, muitas pessoas se deparam com a seguinte dúvida: faço o que gosto ou o que dá dinheiro? Como você se posiciona frente a essa questão?
Eu sou a favor do equilíbrio. Não podemos fazer alguma coisa que odiamos só pelo dinheiro, nem fazer uma coisa que amamos, mas que não nos dará um suporte financeiro (dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele traz vários problemas). Então acredito sim que devemos priorizar os cursos que gostamos, que nos identificamos, mas sempre pensando em como tornar essa profissão rentável. RP, por exemplo, é uma profissão que não paga muito bem, de forma geral. Por isso, ao longo da graduação, busquei experiências internacionais, estágios em boas empresas. Isso sempre acrescenta no currículo e te possibilita ganhar dinheiro fazendo o que gosta.
4-) Um ponto de partida, referente à tomada de decisão por um curso universitário, é a afinidade pelas matérias que o aluno teve na escola. Você acha que esse interesse deve ser o critério mais importante no momento da escolha?
Não o mais importante. Esse é um bom norte. Por exemplo: alguém que odeia exatas provavelmente vai sofrer muito num curso de Engenharia. Mas é importante pensar com o que você quer trabalhar. De repente você odeia física, existe essa matéria no curso de engenharia, mas seu objetivo profissional é trabalhar num banco e bancos contratam engenheiros, por causa do raciocínio lógico. Nesse caso, vale a pena sofrer um pouquinho na faculdade com as “matérias chatas” para um objetivo maior.
5-) Qual é o principal “mito” de sua profissão? Desmistifique-o.
RP “vende coxinha”. Ou seja, RP só faz “eventinho”. Quando na verdade RP cuida de comunicação organizacional, que engloba gestão de stakeholders, comunicação corporativa, responsabilidade social, mídias digitais, comunicação interna, relações governamentais. Enfim, são muitas possibilidades de atuação. Hoje trabalho na área de marketing, mesmo tendo me formado em RP. A graduação é um primeiro passo, mas os cursos (como pós/MBA/especialização) podem te ajudar a mudar o rumo da sua carreira.
6-) Foi difícil passar no vestibular? Quais os determinantes para que isso fosse possível?
Claro, sempre é difícil. Mas eu me dediquei MUITO no terceiro colegial. Fazia todas as tarefas do dia, prestava atenção nas aulas, fazia provas dos anos anteriores das faculdades que eu prestaria. Eu me matei de tanto fazer redação (pois conta muito). Eu não queria fazer cursinho por nada, então coloquei na cabeça que ia me dedicar ao máximo. Isso com certeza me ajudou a atingir meus objetivos.
7-) Como funciona o curso de graduação? Ou seja, identifique as principais matérias aprendidas no início, no meio e no final do curso. Destaque as disciplinas mais importantes para a sua formação profissional e o motivo.
No 1º ano da graduação de RP as matérias são mais generalistas (comuns a outros cursos de comunicação, como jornalismo, publicidade, rádio e tv), como: História da Arte, História da Comunicação, Filosofia, Administração, Psicologia, Sociologia, Antropologia. Já no 2º ano as matérias começam a ficar mais específicas da profissão de RP. Acredito que as matérias mais importantes para a formação de um profissional da área sejam: Gestão da Comunicação Organizacional, Marketing 1, Teoria da Pesquisa, Planejamento Estratégico de RP.
8-) Qual o índice médio de desistência do curso? Por que isto ocorre?
Não sei exatamente, mas na minha turma foram poucas as desistências. E não sei dizer quais foram os motivos. Acho que talvez essas pessoas tenham mudado de objetivo ou se decepcionado com o curso.
9-) Indique as dificuldades mais comuns do início, meio e final da faculdade. Explique o motivo. Forneça exemplos de como é possível superá-las.
Início: conhecer os colegas de classe e professores. Descobrir com quais pessoas você trabalha melhor nos projetos em grupo. Conciliar provas com trabalhos.
Meio: conciliar estágio com faculdade. O tempo começa a ficar mais curto e sentimos que não vamos dar conta.
Fim: conciliar a possível efetivação com o trabalho de conclusão de curso e, PRINCIPALMENTE, definir o que queremos da vida adulta.
Meu conselho: quando na dúvida, teste as possibilidades, mas sempre agregando ao seu currículo. Por exemplo: se estiver em dúvida sobre a profissão no meio da graduação, procure um estágio para ter exemplos da vida real da profissão. Caso não dê certo, você adquiriu a experiência e terá mais certeza quando resolver mudar de curso.
10-) A faculdade tem alguém convênio com o exterior? Comente um pouco sobre essa experiência, se você, ou algum colega seu, já tenha participado desta atividade.
A minha não tinha, mas muitas faculdades boas têm. Tive experiências internacionais durante o período de graduação, mas por conta própria. E foi muito enriquecedor para a minha vida profissional e pessoal.
11-) Sobre a iniciação científica: sua faculdade investe em pesquisa? Você participou? Comente sobre.
Não fiz.
12-) Sobre os estágios: Qual é a dificuldade para se conseguir estágio? Em qual momento do curso isso é possível e mais recomendável? Qual a importância do estágio para a entrada no mercado de trabalho? Comente um pouco sobre a sua experiência em processos seletivos e cargos assumidos.
A principal dificuldade é mostrar suas qualidades sem ter tido qualquer experiência profissional prévia. Por isso, acho muito importante que o estágio acontece o quanto antes, de preferência já no segundo ano da faculdade. O estágio é a principal porta de entrada para o mercado de trabalho. E não só um estágio, mas um estágio bem feito, com uma certa duração, em lugares bons.
O processo seletivo do meu primeiro estágio foi uma ótima experiência, que levo como aprendizado para o resto da vida. Eram 2 vagas e 400 candidatos. O processo seletivo durou 6 meses. Participei de dinâmica de grupo, entrevistas individuais (com gerentes e diretor, em inglês). O que acho que me destacou, apesar de ter nenhuma experiência na época, foi demonstrar vontade, disposição e ser consistente ao longo do processo. Nunca tente ser outra pessoa ou ficar ressaltando suas qualidades. Os entrevistadores conseguem identifica-las. E se não passar, tudo bem. Isso não significa que você não é bom. São muitos candidatos bons e poucas vagas. Acontece.
13-) Indique as atividades práticas que você não pode fazer, mas que seus colegas fizeram e que valeria a pena correr atrás.
Eu não participei de Empresa Jr. Nem de Centro Acadêmico. Acho que isso agrega e é uma experiência que você só pode ter durante a graduação. Isso é bem visto no mercado de trabalho.
14-) Quais outras faculdades você considera que tem um bom curso de graduação nesta carreira? Justifique.
RP o melhor ainda é na Cásper e talvez na Belas Artes. A minha sincera recomendação é o curso de Comunicação Social da ESPM. É super renomado no mercado, professores excelentes e possibilita que o aluno escolha uma “especialização” no final da graduação.
15-) Cite os pontos fortes do seu curso.
Os principais pontos positivos são: boas habilidades de escrita, de comunicação e de apresentação em público.
16-) É possível trabalhar e estudar? Caso você responda que sim, comente como seria possível conciliar as duas atividades.
Sim, claro. Com planejamento, organização e boa vontade é possível conciliar trabalho e estudo. Talvez você tenha que acordar mais cedo, dormir mais tarde, estudar de fim de semana, mas no final vale a pena. O importante é saber priorizar.
17-) Como o profissional da sua carreira atua no mercado de trabalho, quais as possíveis áreas de atuação e como pode contribuir com a sociedade?
O profissional de RP pode atuar nas áreas citadas acima. E ele contribui para a sociedade tornando as empresas em locais mais socialmente responsáveis, éticos e transparentes. Além disso, esse profissional proporciona diálogo entre organização e público, o que é fundamental, principalmente nessa era de tecnologia em tempo real.
18-) Cite algumas dificuldades que o profissional da sua carreira enfrenta no mercado de trabalho.
A principal dificuldade do RP no mercado de trabalho é a falta de noção de negócio que o profissional tem no início da carreira. Por isso é importante buscar alternativas para entender números, indicadores de negócio e indicadores financeiros que demonstram a saúde de uma empresa.
19-) Qual é a área de atuação que está em alta nesse momento?
Responsabilidade Social e Mídias Sociais.
20-) Existe alguma área que está em crescimento? Qual? Qual a expectativa para os próximos anos?
Por não trabalhar mais na área de RP, não sei exatamente o que está em crescimento. Mas acredito que a tendência é que os profissionais de RP cada vez mais entendam de negócios e busquem indicadores reais (qual impacto financeiro) para comprovar os resultados do seu trabalho.
21-) Quais competências você acha que são importantes para conseguir uma boa vaga de estágio ou trabalho? Justifique.
Habilidade de comunicação
Habilidade de trabalho em equipe
Raciocínio lógico
Flexibilidade
Vontade de ajudar
22-) Qual o salário médio inicial? E depois de um certo tempo de formado?
Médio inicial em RP R$ 2.000,00. Depois de um tempo de formado R$ 3.500,00.
23-) Indique filmes, sites, livros para que possam conhecer um pouco mais sobre a sua graduação e seu mercado de trabalho.
Um clássico de RP: Obrigado por fumar. Mostra bastante sobre a profissão.